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"Acreditar no sobrenatural é fácil demais" afirma William P. Young

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26 Nov 2012
"Acreditar no sobrenatural é fácil demais" afirma William P. Young
'A Cabana', livro lançado em 2007, alcançou 18 milhões de leitores em todo o mundo. Agora, William P. Young, o autor, lança 'A Travessia', que traz uma narrativa semelhante, na qual executivo milionário que encontra Jesus e o Espírito Santo depois de entrar em coma devido a um derrame.
Embora as histórias tenham o mesmo foco, o escritor garante que são histórias diferentes, mas também é um livro sobre a transformação do coração humano pela fé e sobre relacionamentos.
Em entrevista à revista Época, Young diz não saber explicar o gênero dos dois livros e arrisca o palpite 'espiritualidade realista'. Ele conta que 'A Cabana' foi recusado por 26 editoras por não ser parecido com nada que elas já haviam lançado até então.
Na opinião do escritor, não há porque separar experiências sobrenaturais dos pequenos encontros com Deus. "Muitas vezes o sobrenatural está oculto no dia a dia. Um pôr do sol, um arco-íris ou o choro de um recém-nascido podem ser experiências sobrenaturais. Já tive vários sonhos em que sei que conversei com Deus. Tenho certeza disso. Deus também fala comigo por meio da minha família, dos meus amigos ou até mesmo de inimigos. Não há motivo para separar as experiências sobrenaturais dos pequenos encontros com Deus que ocorrem em nossa vida cotidiana. Deus está presente em todos os momentos. Acreditar no sobrenatural é fácil demais. O mais difícil é encontrar a espiritualidade na vida real", relata.

O que muita gente ainda não sabe é que 'A Cabana' foi escrito como um presente de natal para os filhos de Young, e 'A Travessia' é o primeiro livro que ele escreve com o propósito de ser lido. "O que meus livros fazem é colocar Deus no dia a dia, com uma linguagem amigável. Isso é algo que a religião organizada dificilmente faz. Com a linguagem de meus livros, os leitores podem falar de espiritualidade com seus amigos, com sua família", garante.
Na entrevista, o autor conta que teve uma formação religiosa severa, tinha uma visão diferente de Deus e, talvez, não gostasse do livro se o lesse quando mais jovem. "Acho que não me sentiria à vontade lendo um livro que mostrasse Deus como uma mulher negra. Fui criado para acreditar num Deus rigoroso, severo, e isso fez com que eu fosse uma pessoa severa por muito tempo. Não percebia que nossa visão de Deus é formada por meio de relacionamentos, e que eles podem nos curar. Essa é a mensagem central de A cabana, e ninguém dizia isso naquela época. Foi duro aprender sozinho", diz Young.
"A Bíblia é cheia de metáforas. No Novo Testamento, Deus aparece como uma mulher que perdeu uma moeda. Há representações de Deus como uma águia, como uma rocha. As imagens não definem Deus. Elas servem apenas para nos ajudar a entender sua natureza. Sabemos que Deus não é um homem ou uma mulher, mas podemos abrir um pouco a cabeça. Ninguém mais aguenta aquela imagem ocidental de um Deus infinitamente distante, intocável, desconhecido e impassível, que assiste a nossas vidas com um olhar reprovador. Não é nisso que acredito", frisa o autor.
Fonte: Guiame
com informações de Época

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